Editorial

por Filipe Alves


Filipe Alves

Abraçar a mudança

A única constante da vida é a mudança. Esta máxima pode parecer uma peça de sabedoria de bolso, mas nem por isso deixa de ser verdadeira. E a velocidade alucinante a que o mundo está a mudar, devido às novas tecnologias, reforça esta convicção de que tudo está em constante mudança.

O mercado da advocacia de negócios não é exceção e as sociedades de advogados terão de se adaptar ao surgimento de novas formas de produzir e de criar, bem como a todos os desafios (incluindo do ponto de vista ético e deontológico) que surgem associados a fatores como a Inteligência Artificial.

É certo que, ao contrário de outras profissões, ainda não é concebível imaginar que um advogado possa ser substituído por um robot. Um bom advogado é alguém em quem os clientes confiam e que entende as emoções e os sentimentos humanos. Já um robot, por eficiente que seja, nunca conseguirá entender como funciona o espírito humano. Daí que possamos dizer, com alguma confiança, que vamos continuar a precisar de advogados.

Mas a Inteligência Artificial vai também mudar a forma como funciona a advocacia, por exemplo ao assumir tarefas rotineiras e burocráticas que até à data eram desempenhadas por pessoas de carne e osso, advogados ou não. Haverá custos e algumas dores de adaptação, é certo, mas as oportunidades prometem superar as desvantagens, pois as firmas que souberem aproveitar o potencial destas novas tecnologias terão vantagens competitivas face às demais, trabalhando de forma mais eficiente e servindo melhor os seus clientes. Pois os advogados terão mais tempo para desempenharem tarefas de maior valor para os clientes.

Não é esse o objetivo de um bom advogado, criar valor para os seus clientes? Abracemos, pois, as oportunidades e o potencial que as novas tecnologias nos trazem, sem medo.